A Web3 é a próxima fase da internet, onde as pessoas têm mais controle sobre seus dados e interações. Na Web atual (Web2), grandes empresas como Google, Facebook e Amazon controlam quase tudo: elas armazenam seus dados e tomam decisões sobre o que você pode ver ou fazer online.
De acordo com Gavin Wood (Co-fundador do Ethereum):
“A Web3 é realmente sobre devolver o poder da internet para seus usuários.”
O Surgimento
A Web3 surgiu da necessidade de criar uma internet mais descentralizada, segura e que devolva o controle das informações aos seus usuários. A ideia foi inicialmente popularizada com o advento das criptomoedas e da blockchain, tecnologias que proporcionam transações digitais seguras sem a necessidade de intermediários, como bancos e grandes corporações. Essa nova fase da internet tem como objetivo promover mais privacidade, transparência e autonomia.
Diferenças Entre Web2 e Web3
Web2: É o que conhecemos hoje. Plataformas como Google, Facebook, Twitter e Amazon dominam esse cenário, controlando e monetizando os dados dos usuários. A Web2 é centralizada, ou seja, poucas empresas detêm o controle da maioria das informações e serviços.
Web3: Diferente da Web2, a Web3 visa a descentralização. Em vez de dados e aplicações estarem em servidores centralizados, eles são distribuídos através de uma rede de computadores por meio de tecnologias como blockchain. Isso significa que os usuários têm maior controle sobre seus próprios dados, sem a necessidade de confiar em uma empresa centralizada.
Empresas Já Presentes na Web3
Uniswap: Uma das maiores exchanges descentralizadas (DEX) para a negociação de criptomoedas.
Chainlin: é uma plataforma que conecta contratos inteligentes (smart contracts) com dados do mundo real. Ela utiliza “oráculos”, que são serviços que fornecem dados externos a blockchains, permitindo que contratos inteligentes interajam com informações como preços de ativos, condições meteorológicas ou resultados de esportes.
Filecoi: é uma rede de armazenamento descentralizada que permite que qualquer pessoa alugue ou utilize espaço de armazenamento não utilizado. Ao invés de depender de serviços centralizados como Google Drive ou Dropbox, os dados são distribuídos por uma rede global.
Aave: É um protocolo descentralizado de finanças (DeFi) que permite empréstimos e rendimentos de criptomoedas sem a necessidade de intermediários. Usuários podem emprestar ou tomar emprestado ativos diretamente de uma rede, sem envolver bancos ou instituições financeiras tradicionais.
The Grap: é um protocolo de indexação que permite que blockchains sejam pesquisáveis. Funciona como o “Google da blockchain”, permitindo que DApps e usuários consultem dados de maneira mais rápida e eficiente.

Dificuldades da Web3
Apesar de seu potencial, a Web3 enfrenta desafios consideráveis. Um dos principais é a escalabilidade. Como a tecnologia blockchain envolve redes descentralizadas, muitas vezes é difícil processar transações rapidamente em grande escala, o que pode limitar o número de usuários simultâneos.
Outro obstáculo é a curva de aprendizado. A Web3 exige que os usuários tenham certo nível de conhecimento sobre carteiras digitais, criptomoedas e contratos inteligentes, o que pode ser intimidador para a maioria das pessoas acostumadas com a simplicidade da Web2.
Além disso, regulamentações governamentais também podem ser um entrave, já que muitos países estão começando a investigar o impacto da Web3, especialmente no que diz respeito à privacidade, segurança e tributação.
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